30 de agosto de 2008

Huni Meka



Neste vídeo registrado e publicado por Caio Lemos, apresento um pouco de minha cultura hunikuin.
Fonte: Animanet

29 de agosto de 2008

São Paulo Capital




Em São Paulo fomos para o bairro de Perdizes onde mora o casal Caio e Paula, amigos do txai Eduardo, que nos receberam com muito carinho. Ainda estou esperando os vídeos que gravei lá, vou escolher um deles pra publicar na internet e promover o nosso Instituto Yuxibu. Depois fomos para Vila Madalena, onde mora a prima do txai, Priscila, e seu marido médico antroposófico, o Rômulo, com o filho Tiago. Nosso primeiro passeio foi no Museu da USP onde encontrei vários objetos da minha cultura hunikuin, como redes com kene e trajes da Dança do Gavião. Depois visitamos o sítio deles em Tapiraí, e preparei rapé orgânico com o tabaco que a Priscila tinha plantado e estava todo florido, ficou muito cheiroso!...

15 de agosto de 2008

Piquete


Piquete é a cidade onde o txai Eduardo passou a infância e onde ele tem família. De São Miguel no Rio Grande do Sul fomos para Santo Ângelo e de lá viajamos para Aparecida, em São Paulo, que fica pertinho de Piquete. Uma cidade muito bonita em meio das montanhas, na divisa de Minas, e passei lá as Olimpíadas da China assistindo os jogos pela televisão, antes de ir conhecer a cidade de São Paulo.

2 de agosto de 2008

São Miguel Arcanjo, cabeça das Missões




Em São Miguel estava a casa que o txai Eduardo começou a construir três anos atrás e não terminou, e agora precisava desocupar para poder levar a mudança para o Acre. Ficamos lá, e conheci o Sr. Emílio Correa dos Santos, do IPHAN, amigo do txai Eduardo que nos levou para conhecer a aldeia Guarani. O outro amigo, o psicólogo João Luiz Melo Nascimento, tem fazenda lá perto, e conseguiu uns pedaços de carne de ovelha pra gente assar de noite no fogo de chão, junto com os parentes guarani, e no dia seguinte tomamos do meu huní. Eles gostaram da visita, e eu rezei o cacique pedindo força da floresta pra aquele povo sofrido. A foto da construção é do Centro de Memória que está sendo construído na Aldeia para receber os turistas, assim como o que fizemos no Jordão, e achei muito bonito o projeto.

31 de julho de 2008

Chave de São Pedro





De Brasília embarcamos direto para Porto Alegre, onde fomos recebidos pelo casal Wilton e Cristiane, dirigentes do Centro Harmonia, Amor e Verdade (C.H.A.V.E.) de São Pedro. Eles estavam dando início a um feitio com muito caupuri enviado do Paraná onde fazem plantio na cidade de Maringá. Estava muito frio, havia muita chuva, mas ficamos bem acomodados junto da irmandade. Conheci o feitor, Ernesto Mastrangelo, do Uruguai, que era amigo do txai Eduardo de mais de vinte anos atrás, quando se conheceram morando na igreja Céu do Mar. Também fiz muitos amigos no centro, e foram muitos dias lá no sítio, que fica no município de Viamão, mas por fim de lá embarcamos para São Miguel das Missões, nossa próxima etapa na missão do txai Eduardo.

24 de julho de 2008

Brasília, Capital Federal

Fotos da minha visita à Esplanada dos Ministérios, depois que visitamos o Inbrapi e recebemos a orientação da parente Fernanda Kaingang sobre a produção de aromas e óleos essenciais. Lá consegui também o livro "Nishi Pae - O Espírito da Floresta", de meu primo Isaías Sales Ibã, com mais canções do huni meká para eu poder cantar durante minha viagem.

23 de julho de 2008

Olhos d´Água


Fomos nesses dias em Brasília conhecer, com Lila e Juliano, a Festa do Divino Espírito Santo no município goiano de Olhos d´Água. Lá eu conheci a dança da catira, após um grande jantar comunitário que lembrou as festas na minha aldeia. E encontramos a teatróloga acreana Silene, irmã do amigo Cícero Franca que conheci em Rio Branco antes de viajar e nos dera um "daime amoroso" para trabalhar...


22 de julho de 2008

Ser Divino


Juliano Serra e sua esposa Liliana nos receberam em sua casa depois que viemos do Centro de Cultura Cósmico. Eles com outros amigos inauguraram há pouco tempo um novo centro daimista em Brasília, o "Ser Divino". Ficamos lá uma semana, tivemos convite para ir também conhecer a Madrinha Conceição (o hinário dela fez sucesso no último São João que comemoramos na Aldeia São Joaquim, no Jordão), mas ficou pra próxima vez, só fizemos trabalho com nishipae em casa e no próprio local do Ser Divino, sempre entre amigos e com muitas boas bênçãos de Yuxibu!...


14 de julho de 2008

Centro de Cultura Cósmica


Quando estávamos em Cuiabá, txai Eduardo se comunicou com o pessoal do Centro de Cultura Cósmico para conseguir uma guarida em nossa chegada a Brasília. Eles disseram que descessemos na rodoviária de Planaltina, pois a sede do Centro fica em Gama e naquele sábado, 12 de julho, teriam trabalho de Daime: na primeira parte, concentração nos moldes da UDV, e na segunda parte, hinário dos presentes do Padrinho Manoel Corrente, o "Caboclo Guerreiro". O comandante, Mestre Allison, nos recebeu em Planaltina, e foi bom lá no Centro também porque conhecemos o Sr. Paulo Espaia, da Funai, que participara do projeto da Casa de Medicina Tradicional Xacriabá que estávamos indo visitar, e ele nos estimulou bastante a esta visita. O Mestre Allison convidou-me para apresentar um pouco da cultura do meu povo Hunikuin, e eu cantei duas canções do huni meká na posição de honra do trabalho. Depois do hinário também rezei muitas pessoas com sopro e orações, e todos ficaram muito contentes com a minha visita. Ah, foi lá também que eu conheci o cipó Caupuri (Tonko Huní), e eles estavam todos carregadinhos de flores...

10 de julho de 2008

Primeira parada, Porto Velho


Eu, Ixã Dua Bake, Txaná Uri, viajei do município do Jordão, no estado do Acre, no dia 3 de julho de 2008. Foi minha primeira viagem para fora, antes eu só conhecia os municípios de Jordão e Tarauacá, para onde viajava com minha família. Dessa vez vim da Aldeia Belo Monte com meu pai, o pajé Dua Busin, Manoel Vandique Kaxinawá, para participar da inauguração do Centro de Memória Hunikuin dos Rios Tarayá e Yurayá, na Aldeia São Joaquim, sem saber que ia viajar para tão longe. Lá conhecemos o txai Eduardo Bayer, que estava retomando contato com nossos parentes depois de mais de dez anos fora do Acre estudando. Txai Eduardo junto com meu pai e o pajé Inka Muru (Agustinho Manduca Mateus) esteve se reunindo para tratar de um futuro Instituto Yuxibu dos Pajés Hunikuins da Floresta. Meu pai achou importante que eu aproveitasse a oportunidade para viajar com txai Eduardo até o sul, para que eu pudesse aprender mais, para trabalhar com a produção de medicamento tradicional em laboratório. Ele fez uma carta para a Funai de Minas autorizar nossa visita às aldeias xacriabá de São João das Missões, onde o Cimi fez projeto de uma Casa de Medicina Tradicional, e eu embarquei no avião para Rio Branco pela primeira vez.

Em Rio Branco alguns de nossos amigos quiseram se preocupar porque pensavam que eu não ia estar seguro, mas tudo correu bem, e no dia 6 de julho conheci o trabalho espiritual do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal, Alto Santo, ao lado de txai Eduardo. Foi muito importante para mim tomar Daime em uma igreja pela primeira vez nesse Dia de São Irineu onde cantavam o hinário do Mestre Raimundo Irineu Serra. Esperamos a primeira oportunidade para viajar, tivemos ajuda de muitos bons amigos, e saímos do Acre na noite de 8 de julho.

Em Porto Velho chegamos dia 9, na casa dos amigos engenheiros florestais Christian Zago e Cáren Andreis, e sua filha Isabela. Com material cedido por nossa amiga Arneide Cemin, da UniR, preparamos nishipae para levarmos aos parentes guarani do Rio Grande do Sul e para os xacriabá do norte de Minas Gerais. De lá embarcamos, dessa vez para Brasília, havendo o amigo Ailton Krenak nos recomendado por telefone que buscássemos conversar com Fernanda Kaingang, do Inbrapi. Foi muito bom ter acreditado em minha missão, pois todos os caminhos se abriram para nós!...

19 de setembro de 2007

Curanderos kallawayas

A principal atividade dos kallawayas é o exercício de uma medicina ancestral, à qual estão associados diversos ritos e cerimônias que constituem a base da economia local. A cosmovisão andina da cultura kallawaya abarca todo um acervo coerente de mitos, ritos, valores e expressões artísticas. Suas técnicas medicinais, baseadas nos sistemas de crenças dos antigos povos indígenas dos Andes, gozam de um amplo reconhecimento na Bolívia e em numerosos países da América do Sul, onde exercem os médicos-sacerdotes kallawayas.

A perda da tradição oral leva à progressiva desaparição de um grande número de práticas culturais nas comunidades indígenas latino-americanas. O que se segue são testemunhos obtidos pela organização ECLat e que ilustram o caso da medicina ancestral e de conhecimento das plantas medicinais kallawaya, na Bolívia.

"Sobre los viajes tradicionales de los curanderos kallawayas" (Hilarión Suxo, septiembre de 1998)

Primero, íbamos al cerro para un ritual. Salíamos después no más. Los viajes de los kallawayas duran varios meses, tres o cuatro.


Los que se iban para el canal de Panamá, en el año 1900, duraban cuatro meses, pero ya se murieron todos. Los kallawayas de hoy salen por poco tiempo. Hay quienes viven acá pero que no son nativos de la zona. Ellos llegaron hace poco, se casaron, aprendieron las plantas... pero no es igual.

Los kallawayas tienen otro idioma. No es el quechua o el aymará o el español... Nosotros lo sabíamos, pero lo estamos olvidando. Es un idioma para hablar entre nosotros los curanderos. Es una lengua secreta... especial.

Salí de viaje por primera vez cuando tenía 14 años, con otros kallawayas mayores. Así, aprendí a curar y vender mis jarabes, parches, pomadas... Viajábamos a pie. El primer viaje fue hasta el Perú. Íbamos de casa en casa. A veces, nos quedábamos dos o tres días en lugares donde no había ninguna casa.

Dormíamos en grutas.. ¡Eso es la vida del nómada! A veces sin comida. Llevábamos pan, pita molida (cereal) y azúcar. Tomábamos eso con agua fría no más. Para llegar a Cuzco y regresar nos demorábamos 45 días.

"Sobre los rituales y lugares sagrados kallawayas" (Hilarión Suxo y Pedro Huaqui, octubre de 1998):

Hilarión: Como decía mi abuelo: cada uno de nosotros nace con sus achachillas (cerro sagrado). Este achachilla (cerro Larwachijuani, comunidad de Pampa Blanca) hace parte de mis achachillas. Mucha gente ya no hace rituales en los cerros, para los achachillas, porque muchos de ellos no saben que son lugares sagrados.

Pedro: Sí. Es un poco triste porque la gente casi no sale a los cerros. Este achachilla está abandonado. Podríamos pasar un ritual aquí para nuestros viajes y la salud... Podríamos hacerlo. La gente ya no sube porque es un poco de sacrificio, un poco pesado subir... pero siempre es mejor hacerlo. Yo siempre paso rituales para mi salud y la cosecha.

Hilarión: Antes, había una casita donde se guardaba todo el material para los rituales platos, velas, conchas Ya no queda nada, todo se cayó. El día que hagamos rituales otra vez podríamos arreglarlo todo ¡Pero no así no más! Hay que pedirle permiso al espíritu de la montaña. Si no, él nos podría castigar o hacernos enfermar

Es que tiene su poder. Tendríamos que darle una comida o prepararle un ritual para pedirle el permiso para reconstruir la casa Es igual que nosotros: no te puedo quitar los zapatos sin preguntarte antes, o el gorro Si te lo quito así no más, te puedes enfadar. Pues, es igual para el achachilla

Es como un hombre, una persona tiene un nombre, una casa, su fuerza. Con un ritual, es como si le damos de comer. Si le preparamos una buena comida, se quedará tranquilo y podremos arreglar el lugar.

"Sobre el origen de la coca" (Hilarión Suxo, noviembre de 1998)

Vivía una mujer extraordinaria en una región de los Andes. Su belleza era magnífica. Tenía mucho encanto y era muy presumida. Era una diosa. Cuando tomaba un aspecto humano compartía con los hombres su encanto con caricias hechizantes.

Pero la conducta de esta mujer despertó los celos de las esposas y las protestas morales de los ancianos que la persiguieron Y la mataron. La enterraron en una tierra fecunda, en un lugar donde llovía mucho.

Del polvo de su cuerpo nació un arbusto chiquitito, cuyas hojas tenían propiedades maravillosas. Esas hojas tenían la fuerza de aliviar los dolores y el optimismo de la vida. La diosa se vengó de las esposas haciendo que sus maridos sufran de la permanente tentación de masticar aquellas hojas maravillosas.

Fuente: ECLat - Échanges Cultures Latinoamericains C/O Centre Social Baussenque 34, rue Baussenque 130002 Marseille, eclat@worldonline.fr


Contos e Mitos em torno da Dança e Música KALLAWAYA:


a) QATI – QATI
El qati – qati, es una cabeza que camina por el aire produciendo un ruido parecido al chirriar de los goznes de una puerta cuando se abre o se cierra (criac, criac), traducido literalmente, qati qati, quiere decir que persigue, cuando se pega y no se desprende. El qati- qati, se llama también “Uma – phawa”. Se hace presente en las noches y se posa en los techos de las casas, de los hombres malos, de los maldicientes, de los adúlteros, de los incestuosos. El qati- qati es la cabeza humana que camina chorreando sangre y clamando castigo para el homicida; es la voz de los machulas que hace temblar a los hombres que se apartan de los preceptos y normas. Cuando un Kallawaya es amenazado de muerte, la amenaza no le intranquiliza; el amenazado contesta que el qati – qati se encargará de vengar su muerte. El qati – qati, es por otra parte como la justicia divina que se erige dentro del corazón humano, para torturar al criminal, por su mal proceder, es algo así como el remordimiento constante de la conciencia ejercitada desde afuera y que presiona hacia el fuero interno de los hombres incitándolos a obrar siempre el bien.

El qati – qati persigue a los malhechores arreándolos al precipicio; es la voz de los dioses que delata al criminal, la justicia divina que castiga con la muerte a los delincuentes. Cuando un criminal siente la presencia del qati – qati su desesperación no tiene límites, porque entrevé su muerte próxima; pero si un hombre honrado tropieza con esta cabeza, no tiene nada que temer, por que no hace daño alguno a los justos, más bien los ampara. El Uma – phawa, se denomina también Uma – Khawa, es el ojo de la providencia que siempre está vigilante para proceder a las malas acciones; su aparición significa, que por en medio existe algún malhechor. El qati- qati, es la divinidad moralizadora, encargada de castigar a los delincuentes, es el tusuy-rikujuma o cabeza vigilante.

b) ASILLO O jinqhi jinqhi
El Asillo o Jinqhi jinqhi, es el ajayu de aquellas personas anormales o degeneradas que llegaron a tener relaciones amorosas con sus parientes inmediatos, el padre con la hija, el hermano con la hermana, el hijo con la madre, la abuela con el nieto; es decir cuando se comete incesto. Dentro de la legislación consuetudinaria de los Kallawayas, estos hechos se consideran como graves delitos (qayllapura wayar chayruy). Los ajayos de estas personas cuando mueren se condenan y vagan llorando en el mundo de los vivos como expiación por su monstruoso crimen.
La palabra Asillo es término kallawaya, en quechua se denomina jinqhi jinqhi. Hace su aparición solamente desde las 24 horas hasta las dos de la mañana: dicen que su vestido es de color café y lleva un cucurucho en la cabeza. Las personas que se encuentran con este fantasma sufren terribles conmociones psíquicas, unas veces les brota sangre de la nariz, es decir se les presenta una hemorragia tan abundante que en su mayor parte suele terminar con la muerte; otras veces les sobreviene una enajenación mental que degenera en locura.
El asillo generalmente se encuentra en los lugares donde hay cementerios y apachetas con cruz. Un vientesillo particular anuncia la aparición de este fantasma.

c) YAWAR CHHUNQA
Son brujos que se alimentan con la sangre humana. Tienen las uñas muy desarrolladas y afiladas como gilletes; con ellas cortan las arterias de la persona embrujada, le aplican los labios al corte y le succionan la sangre sin desprenderse de la herida hasta agotarla por completo, y la victima por anemia. Entre los Yawar chchunqa tenemos los vampiros, que son parientes del supay y del Jinchuq’añu; este último dicen que es una avecita que tiene la cara de gato, algo así como un búho enano. Estos animales chupan la sangre de los que no tienen ánimo fuerte, o sea de los tímidos, causándoles la muerte.

Por el Prof. Gualberto Sirpa y estudiantes del octavo paralelo del INS SB

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